Por Igor Férva
Fotos: Divulgação
Imagine que você está em Helsinque, capital da distante e fria Finlândia, e ao ligar o rádio depara-se com a música “Na rua, na chuva, na fazenda” (Hyldon), em versão finlandesa. Inusitado, não? Mas é exatamente isso que vem acontecendo no país nórdico com essa e outras músicas brasileiras, pois uma banda chamada Maria Gasolina resolveu regravar sucessos da MPB e da Bossa Nova, em finlandês. E tudo começou através do entusiasmo pela cultura brasileira da vocalista Lissu Lehtimaja, 32.
A líder da banda tinha feito um intercâmbio no Brasil, em São José dos Campos, interior de São Paulo, na década de 90, mais precisamente entre 1993 e 94, quando tinha apenas 16 anos e se apaixonou por algumas músicas do país tupiniquim. Quando voltou para sua terra natal começou a traduzir canções de Caetano Veloso para sua aula de literatura. “A professora quis ouvir as músicas, e aí eu montei um conjunto com meus colegas só para tocá-las na escola. Mas isso foi tipo dez mil anos atrás (sic). Em 2001 lembramos desse projeto do colegial e resolvemos montar uma banda de verdade.“ Conta Lissu, com seu quase excelente português. Mas a banda “de verdade”, também foi composta mais por hobby, já que de acordo com a vocalista eles não tinham a intenção de fazer muito sucesso. “Metade de nós não tocava quase nada. Era só pra nos divertirmos. Sonhávamos de talvez um dia tocar em algum barzinho, ou algo assim”. Mas o Maria Gasolina foi além, com o primeiro disco gravado (Se jokin – 2006), pouco a pouco começou a cair nas graças do público, e já com o álbum seguinte (Mä olen sun - 2008), estouraram de vez. Logo no mês que foi lançado, o segundo CD da banda ficou três semanas na lista dos álbuns mais vendidos da Finlândia, ao lado do Metallica, sem contar que tocaram para um público de 20 mil pessoas num festival em Helsinque.
E a brasilidade do Maria Gasolina tem feito a cabeça dos finlandeses mesmo, tanto que a música de Carlos Lyra – Saudade fez um Samba – em finlandês; Kaipuu-Samba – foi a mais votada numa rádio local, e virou hit no verão de 2008. De acordo com Lissu: “Os finlandeses tem gostado e dizem como as músicas os fazem pensar no calor, no sol e na alegria dos países distantes. Eu acho que isso é o jeito deles dizerem que gostaram e acharam diferente”. Além disso, ela diz que tem recebido diversas mensagens de alguns fãs que contam como as canções têm dado força às pessoas, funcionado como trilha sonora para namoro e inspirado crianças. “Ah, e tem feito os velhinhos dançarem”. Brinca.
Já no começo deste ano (2010) o Maria Gasolina entra no estúdio para gravar seu terceiro álbum, sem nome definido ainda, e uma visita ao país inspirador da banda não é descartada: “Quem sabe, depois desse disco vamos ver se dá pra nós visitarmos o Brasil” . Declara Lissu. Enquanto isso, nós aguardamos e admiramos essa mistura musical um tanto quanto inusitada.
A líder da banda tinha feito um intercâmbio no Brasil, em São José dos Campos, interior de São Paulo, na década de 90, mais precisamente entre 1993 e 94, quando tinha apenas 16 anos e se apaixonou por algumas músicas do país tupiniquim. Quando voltou para sua terra natal começou a traduzir canções de Caetano Veloso para sua aula de literatura. “A professora quis ouvir as músicas, e aí eu montei um conjunto com meus colegas só para tocá-las na escola. Mas isso foi tipo dez mil anos atrás (sic). Em 2001 lembramos desse projeto do colegial e resolvemos montar uma banda de verdade.“ Conta Lissu, com seu quase excelente português. Mas a banda “de verdade”, também foi composta mais por hobby, já que de acordo com a vocalista eles não tinham a intenção de fazer muito sucesso. “Metade de nós não tocava quase nada. Era só pra nos divertirmos. Sonhávamos de talvez um dia tocar em algum barzinho, ou algo assim”. Mas o Maria Gasolina foi além, com o primeiro disco gravado (Se jokin – 2006), pouco a pouco começou a cair nas graças do público, e já com o álbum seguinte (Mä olen sun - 2008), estouraram de vez. Logo no mês que foi lançado, o segundo CD da banda ficou três semanas na lista dos álbuns mais vendidos da Finlândia, ao lado do Metallica, sem contar que tocaram para um público de 20 mil pessoas num festival em Helsinque.
E a brasilidade do Maria Gasolina tem feito a cabeça dos finlandeses mesmo, tanto que a música de Carlos Lyra – Saudade fez um Samba – em finlandês; Kaipuu-Samba – foi a mais votada numa rádio local, e virou hit no verão de 2008. De acordo com Lissu: “Os finlandeses tem gostado e dizem como as músicas os fazem pensar no calor, no sol e na alegria dos países distantes. Eu acho que isso é o jeito deles dizerem que gostaram e acharam diferente”. Além disso, ela diz que tem recebido diversas mensagens de alguns fãs que contam como as canções têm dado força às pessoas, funcionado como trilha sonora para namoro e inspirado crianças. “Ah, e tem feito os velhinhos dançarem”. Brinca.
Já no começo deste ano (2010) o Maria Gasolina entra no estúdio para gravar seu terceiro álbum, sem nome definido ainda, e uma visita ao país inspirador da banda não é descartada: “Quem sabe, depois desse disco vamos ver se dá pra nós visitarmos o Brasil” . Declara Lissu. Enquanto isso, nós aguardamos e admiramos essa mistura musical um tanto quanto inusitada.





















