sábado, 23 de janeiro de 2010

QUEBRANDO O GELO

Banda europeia faz sucesso com a mais pura música brasileira
Por Igor Férva

Fotos: Divulgação




















Imagine que você está em Helsinque, capital da distante e fria Finlândia, e ao ligar o rádio depara-se com a música “Na rua, na chuva, na fazenda” (Hyldon), em versão finlandesa. Inusitado, não? Mas é exatamente isso que vem acontecendo no país nórdico com essa e outras músicas brasileiras, pois uma banda chamada Maria Gasolina resolveu regravar sucessos da MPB e da Bossa Nova, em finlandês. E tudo começou através do entusiasmo pela cultura brasileira da vocalista Lissu Lehtimaja, 32.
A líder da banda tinha feito um intercâmbio no Brasil, em São José dos Campos, interior de São Paulo, na década de 90, mais precisamente entre 1993 e 94, quando tinha apenas 16 anos e se apaixonou por algumas músicas do país tupiniquim. Quando voltou para sua terra natal começou a traduzir canções de Caetano Veloso para sua aula de literatura. “A professora quis ouvir as músicas, e aí eu montei um conjunto com meus colegas só para tocá-las na escola. Mas isso foi tipo dez mil anos atrás (sic). Em 2001 lembramos desse projeto do colegial e resolvemos montar uma banda de verdade.“ Conta Lissu, com seu quase excelente português. Mas a banda “de verdade”, também foi composta mais por hobby, já que de acordo com a vocalista eles não tinham a intenção de fazer muito sucesso. “Metade de nós não tocava quase nada. Era só pra nos divertirmos. Sonhávamos de talvez um dia tocar em algum barzinho, ou algo assim”. Mas o Maria Gasolina foi além, com o primeiro disco gravado (Se jokin – 2006), pouco a pouco começou a cair nas graças do público, e já com o álbum seguinte (Mä olen sun - 2008), estouraram de vez. Logo no mês que foi lançado, o segundo CD da banda ficou três semanas na lista dos álbuns mais vendidos da Finlândia, ao lado do Metallica, sem contar que tocaram para um público de 20 mil pessoas num festival em Helsinque.
E a brasilidade do Maria Gasolina tem feito a cabeça dos finlandeses mesmo, tanto que a música de Carlos Lyra – Saudade fez um Samba – em finlandês; Kaipuu-Samba – foi a mais votada numa rádio local, e virou hit no verão de 2008. De acordo com Lissu: “Os finlandeses tem gostado e dizem como as músicas os fazem pensar no calor, no sol e na alegria dos países distantes. Eu acho que isso é o jeito deles dizerem que gostaram e acharam diferente”. Além disso, ela diz que tem recebido diversas mensagens de alguns fãs que contam como as canções têm dado força às pessoas, funcionado como trilha sonora para namoro e inspirado crianças. “Ah, e tem feito os velhinhos dançarem”. Brinca.
Já no começo deste ano (2010) o Maria Gasolina entra no estúdio para gravar seu terceiro álbum, sem nome definido ainda, e uma visita ao país inspirador da banda não é descartada: “Quem sabe, depois desse disco vamos ver se dá pra nós visitarmos o Brasil” . Declara Lissu. Enquanto isso, nós aguardamos e admiramos essa mistura musical um tanto quanto inusitada.







segunda-feira, 26 de outubro de 2009



VOLTAREMOS EM BREVE

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

SONORIDADE CORPORAL

Grupo brasileiro arrebata fãs pelo mundo fazendo músicas com o corpo
Por Igor Férva

Fotos: divulgação

















Eles fazem música, mas não formam apenas uma banda, são muito mais que isso, na verdade eles constituem um grupo de manifestações artísticas que mistura música, dança e arte cênica. Mas o som que fazem também não é nada convencional, já que utilizam o corpo como instrumentos. Estou falando do grupo de percussão corporal, Barbatuques.
Fernando Barboza, ou Barba como é conhecido, que é o fundador do grupo, sempre brincou de tirar sons batendo palmas, estalando os dedos, e batucando o próprio peito. E essa brincadeira de fazer sons com o próprio corpo contagiava tanto seus amigos, que eles gostaram da ideia e começaram a brincar também. Mas o que parecia apenas uma diversão entre amigos, começou a ficar sério quando Barba entrou para um curso de percussão corporal, e logo depois fundou o Auê Núcleo de Ensino Musical, em 1993, com intuito de pesquisar e ensinar formas de batuques corporais, enfim, uma oficina musical. Com o projeto criado, ele se juntou com outros músicos e oficializou de vez, em 1995, o Barbatuques, que além de explorar os infinitos sons corporais, acrescentam-se ao grupo, instrumentos como berimbau de boca, flauta e guitarra, que faz com que criem canções e melodias inspiradas em músicas regionalistas do Brasil; samba, forró, baião, xaxado e maracatu, misturadas com outros ritmos e danças, como flamenco e boot dance, e o sapateado americano.
O grupo existe há 14 anos, mas sua formação, com 13 integrantes, vira e mexe, vive mudando: “Essa troca não acontece toda hora, já tivemos mais ou menos umas três formações. A atual esta há pelo menos oito anos de forma que pode ser considerada fixa e estável”. Afirma Barba. Com muito talento, o Barbatuques já dividiu o palco com músicos consagrados como: Bobby McFerrin, Camille, Keith Terry, Marku Ribas, Chico César, Badi Assad, entre outros. Além disso, gravaram dois CDs (Corpo do Som, em 2002, e O seguinte é esse, em 2005), e um DVD (Corpo do Som ao Vivo, em 2007), e já tocaram em grandes festivais como Recbeat, em Recife, onde tiveram o seu maior público, com cerca de 10.000 pessoas. Mas suas batucadas corporais não fazem sucesso apenas no Brasil, o grupo também já fez show, e realizou workshops ao redor do mundo. EUA, França, Espanha, Suíça, Portugal, Líbano, Rússia, Senegal e Colômbia, foram só alguns dos países que os batuqueiros já passaram, sem contar que fizeram a trilha de um comercial, o do Ronaldinho Gaúcho, com cenas dele jogando bola ainda criança, com a música Baião Destemperado de fundo, ainda no mundo futebolístico, participaram de um comercial da empresa de cevejas Heineken, numa propaganda para Champions League (Copa do Campeões da Europa).
E neste tempo todo na estrada, fatos interessantes também aconteceram: “Já teve uma história de um casal que se conheceu em um show nosso e que mais tarde se casou ao som do Barbatuques”´, lembra Barba. Outra história que marcou o grupo foi à formação do grupo Batucadeiros em Brasília. Um músico chamado Ricardo, ex aluno do Barba, foi influenciado pela oficina e a partir daí criou um trabalho social em Brasilia, para crianças carentes. Porém, o que encanta mesmo o pessoal do grupo, segundo Barba, é ver as pessoas ao final de seus shows saírem batucando e explorando a música de seus próprios corpos: “Essa e uma cena recorrente e que nos mostra que nosso objetivo de tocar as pessoas foi alcançado”. Mas claro, que além de encantar, o Barbatuques também é encantado, e a lista de músicos que eles admiram é composta por; Bobby McFerrin, Hermeto Pascoal, Nana Vasconcelos, Stenio Mendes, Keith Terry, Coco Raízes de Arcoverde e Stomp.
Para o futuro o grupo tem grandes planos, já que em 2010 viagens para EUA e para Europa já estão programadas, e estudam uma possível turnê pelo Brasil. Também têm a intenção de produzir mais um CD e DVD. Barba garante ainda, que o Barbatuques quer abranger ainda mais suas oficinas: “Queremos também cada vez mais aumentar o alcance de nossa atuação para vários segmentos, alcançando mais e mais países pelo mundo”.


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

FAZENDO HERÓIS

Um pouco sobre Mike Deodato Jr. O desenhista responsável por alguns dos personagens mais históricos dos quadrinhos
Por Igor Férva


Fotos: divulgação



















Homem Aranha, Hulk, Mulher Maravilha, Batman, Superman, X–Men, etc. São heróis que todos conhecem, pois estão há décadas mexendo com o imaginário de crianças, adolescentes e adultos pelo mundo. E durante o tempo de suas existências, esses personagens já passaram por diversas situações e até mesmo suas formas físicas mudaram. E por trás de todas essas histórias que chamam a atenção do público; em quadrinhos, desenhos animados e cinemas por aí, está uma galera talentosa com o poder de encantar através de sua criatividade e habilidades artísticas, que dão vida e formas a esses incríveis heróis. Muitas dos desenhistas que são as cabeças desses personagens que conhecemos, são brasileiros, como é caso de Ivan Reis, Luke Ross, Renato Guedes, Mike Deodato Jr, entre outros. E o Aplauda teve o prazer de entrevistar um desses heróis que ficam atrás dos lápis. Estamos falando do paraibano Deodato Taumaturgo Filho, 46, ou simplesmente Mike Deodato Jr.
De Campina Grande para o mundo, o filho do também desenhista Deodato Borges, já tem mais de 30 anos de carreira. Ele era apenas um garoto quando produziu sua primeira HQ. “Foi uma historinha de uma página chamada O azar do Oscar. Acho que eu tinha uns sete anos”. Mas de lá pra cá, muita coisa mudou. O pequeno Deodato virou Mike Deodato Jr, e o azarado Oscar deu lugar para nomes mais importantes do mundo dos quadrinhos.
Mike começou a carreira aos 13 anos, incentivado pelo seu pai, que já era consagrado por ter feito o primeiro quadrinho do nordeste, com um personagem chamado Flama. Além do seu pai, Mike se inspirava em outras feras do mundo dos quadrinhos como: Ziraldo, Neal Adams, Frank Frazetta e Berni Wrightson. Com 15 anos já havia feito fanzines, com 22, ganhou seu primeiro vintém com seu trabalho. E desde então não parou mais de crescer, começou sendo cartunista de alguns jornais da Paraíba, mas só apareceu pro mundo após participar do XIII Festival Internacional de Quadrinhos Angoulême, na França, e a partir daí sua carreira alavancou. Fez alguns trabalhos pra Europa e para os EUA, onde desenhou para DC Comics, na qual podemos destacar um trabalho em especial: a Mulher Maravilha. Mike foi o responsável por mudar a forma do corpo da Mulher Maravilha, tornando-a mais atraente e sensual, mudança essa, que quadruplicou a vendas da revista da super heroína mais conhecida do planeta. Em 1995 começou a trabalhar para a Marvel, maior editora de quadrinhos do mundo. Deodato alterou os traços do Hulk, e do Homem Aranha. Alguns fãs até dizem que o homem verde, feito por Mike, é o melhor da história, aliás, o incrível Hulk, é o que ele mais gosta de desenhar: “Ele é o mais fácil pra mim. Gosto muito do personagem e ele vem naturalmente”. Em compensação, as teias do Spider Man, assim como complicam seus inimigos, atrapalham também na hora de desenhar. “Gosto do Homem Aranha, mas aquelas teias são um saco de fazer”, completa Deodato. Mas seus traços são tão diferentes, que são fáceis de identificar, se tornou um estilo único, valorizando mais sombras em seus desenhos, uma identidade artística que ele garante que surgiu naturalmente, sem nunca ter o intuito de tê-la.
E como todo bom desenhista, Mike, tem o seu quadrinho predileto, que ele garante que é o Ken Parker, O Rifle Comprido, um desenho de faroeste, criado pelo escritor Berardi, e pelo artista Milazzo, e que de acordo com o nosso entrevistado é muitíssimo bem escrito, e desenhado de uma forma simples e com uma expressão impressionante. O personagem preferido do Mike foi baseado num filme, mas atualmente o inverso vem acontecendo, pois muitos heróis de HQs estão ganhando as telonas, algo que Deodato acha interessante, e cita alguns sucessos de bilheteria, que ele considera que personificou melhor o que é feito nos quadrinhos: “Acho que a indústria do cinema está percebendo o filão valioso que são os quadrinhos e isso é positivo para ambas as mídias. Meus favoritos são: Homem Aranha 2, 300 de Esparta, Sin City e Homem de Ferro”.
Recentemente a Marvel foi vendida para a toda poderosa Disney, pela bagatela de 4 bilhões de dólares, o desenhista brasileiro encara como positiva essa negociação. “Acho que a única coisa que vai mudar, é que terá maior exposição dos personagens da Marvel e a facilidade pra empresa se aventurar em novos projetos. Não acredito em nenhuma interferência da Disney no lado criativo, mas seria interessante desenhar algo pra eles. Gosto de desafios.” Entretanto esses novos desafios podem durar pouco tempo, já que o contrato de Deodato com a Marvel vai até 2014, e ao final do contrato ele tem outros projetos em mente “É um longo tempo à frente pra decidir, mas gostaria de fazer algo autoral. Sinto falta do período de quase dez anos de trabalho autoral enquanto publicava por conta própria no Brasil”. Portanto, podemos esperar algum novo O Azar do Oscar, após 2014, pois de acordo com Deodato, mesmo após desses 30 anos de carreira, ele se mantém o mesmo garoto com espírito curioso, ávido em aprender e melhorar a sua arte. “Amo desenhar com a mesma força de quando comecei”. Finaliza

sexta-feira, 28 de agosto de 2009









Por Igor Férva

Pra quem é apaixonado por cinema, o Aplauda indica o filme Tempos de Paz. O longa dirigido por Daniel Filho e co-estrelado por Tony Ramos e Dan Stulbach, tem como fio condutor o embate entre um imigrante polonês, Clausewitz (Dan Stulbach), e o chefe da imigração na Alfândega do Rio de Janeiro, Segismundo (Tony Ramos). O confronto ocorre porque Clausewitz tem que recomeçar a sua vida, após seu país já estar destruído ao final da 2ª guerra mundial, no entanto, Segismundo tem a ordem e evitar a entrada de qualquer ameaça ao Brasil.


Os amantes de teatro não podem perder a espetáculo Os Aldeotas. A peça conta a história de dois amigos de infância, Levi (Gero Camilo) e Elias (Caco Ciocler) que se reencontram aos 50 anos, e reelembram a época da juventude. Os Aldeotas está em cartaz no Teatro Tucarena, até este domingo, dia 30. Os preços e horários variam: Sábado, as 21h00, R$50,00; e domingo, as 19h30, R$ 40,00.
O Tucarena fica localizado na Rua Monte Alegre, 1024 - Perdizes -São Paulo.
Mais informações, ligue: (11) 3670-8455.


Os fãs do Capital Inicial têm a oprtunidade de verem neste sábado, dia 29, o show de estreia do novo albúm da banda, Multishow–Ao Vivo, gravado em uma apresentação em Brasília, que contou com a presença de 1 milhão de pessoas. O show acontece no Credicard Hall, e começa às 21hs. Os preços variam de R$25,00 a R$130,00.
O Credicard Hall fica localizado Av. das Nações Unidas, 17.955 - São Paulo.
Mais informações, ligue: (11) 6846 6010.



sexta-feira, 21 de agosto de 2009

VINTE ANOS SEM MALUQUICES

Raulzito faleceu há duas décadas, mas até hoje vive na memória dos brasileiros
Por Igor Férva
_______________________________________________________________
Fotos: Divulgação



















Existem pessoas que são imortais e, com certeza, o baiano Raúl Seixas é um desses caras que não morreram. O “maluco beleza" nos deixou fisicamente em 21/08/1989, mas sua figura e suas músicas ainda se mantêm eternas na memória dos brasileiros. Até mesmo quem não gosta dele conhece no mínimo cinco de suas canções, pois convenhamos quem nunca ouviu: Gita, Maluco Beleza, Eu nasci há 10 mil anos atrás, Tente Outra Vez e Sociedade Alternativa? Ele é eterno também porque ainda vende discos, e em muitos shows de outros músicos, e até mesmo em luaus, entre amigos, há sempre alguém que grita o famoso “Toca Raul”. Isso acontece por vários motivos, primeiro porque mesmo depois de 20 anos, suas composições se mantém atuais, segundo motivo é que nos dias de hoje, não se vêem mais artistas com a personalidade louca e rebelde como a de Raul, um cara que falava o que pensava, sem ter medo do que podia acontecer, ainda mais na época em que viveu, onde ser rebelde e contestador não agradava muito os militares. Raulzito também é marcante, pois nenhuma outra pessoa conseguiu misturar rock e música brasileira como ele, o que faz dele a maior estrela do rock nacional, tanto que seus sucessos viraram verdadeiras lendas e são constantemente regravados, como podemos ver em álbuns de Caetano Veloso, Irmãs Galvão, Margareth Menezes, Deborah Blando, e dos Grupos RPM, Ultraje à Rigor, Barão Vermelho e Titãs que regravaram respectivamente; Ouro de tolo, Tente outra vez, Mosca na sopa, A maçã, Gîtâ, Rock das Aranhas, Só pra variar e Aluga-se. Isso sem contar, que já foram produzidos seis discos póstumos: As Profecias , O Baú do Raul, Metamorfose Ambulante, Documento, Anarkilópolis, e Raul Seixas - Série BIS Duplo.
Sua vida pessoal também era tão “alternativa”, como a profissional, pois se casou cinco vezes, deixando três herdeiros, além disso, foi preso e torturado pelo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) em 1974, por divulgar a Sociedade Alternativa (que tinha a contribuição do parceiro e escritor Paulo Coelho), filosofia baseada na Lei de Thelema, feita pelo ocultista britânico Aleister Crowley, que propagava que o homem deveria viver como quisesse, que o ser humano está afastado de sua condição divina não pela encarnação, e sim pela simples não-conscientização de sua natureza.

" Sociedade alternativa, Sociedade novo aeon, É um sapato em cada pé, É direito
de ser ateu, Ou de ter fé, Ter prato entupido de comida, Que você mais gosta, É
ser carregado, ou carregar gente nas costas, Direito de ter riso de prazer, E
até direito de deixar, Jesus Sofrer". Raul Seixas
O certo é que Raul marcou uma época e atravessou gerações e será para sempre um dos principais compositores do Brasil, pois foi um cara intempestivo, rebelde e irreverente. Um maluco, mas que sabia exatamente o que estava falando e quem queria atingir com suas letras.


sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A HISTÓRIA DE QUEM CONTA HISTÓRIAS

Filme relata a vida de Roberto Carlos Ramos, e como ele conseguiu superar todas as adversidades que a vida lhe impôs, através de sua dedicação, e do amor da pedagoga francesa Margherit
Por Igor Férva

Fotos: divulgação














O filme O Contador de Histórias que estreia hoje, dia 7 de agosto, relata a vida de Roberto Carlos Ramos, filho caçula de 10 irmãos, que fora levado na década de 70 pela mãe à FEBEM, em Belo Horizonte, quando ainda era criança, numa promessa de um futuro melhor, mas lá por causa das más companhias virou um marginal. Fugiu mais de 100 vezes, e sempre que estava nas ruas cometia crimes, enfim Roberto Carlos ainda aos 13 anos já era tido como irrecuperável. Mas num certo dia apareceu a pedagoga francesa Margherit Duvas, que acreditou que Roberto tinha recuperação, e desde então a vida do pobre menino mudou completamente. Com dedicação e afeto impressionantes, Margherit conseguiu transformar a vida do garoto pobre e irrecuperável, e fez com que ele se transformasse em um homem educado, e estudado, tanto que hoje em dia ele é professor pós-doutorado e é considerado um dos melhores contadores de histórias do mundo, já que desde criança Roberto sempre foi extremamente criativo para inventar histórias fantasiosas, que ele fazia para encarar a sua realidade de uma forma um pouco mais agradável.
O longa que tem a direção de Luiz Vilaça e produção da atriz Denise Fraga, conseguiu com uma forma singela ter um enorme toque emotivo, sem apelar para o sofrimento por causa da pobreza do menino. “Era uma grande preocupação da gente. O objetivo do filme era contar esse encontro transformador na vida deste menino, com a Margherit, esse era o foco de atenção, e não a questão do sofrimento do Roberto.” Afirma Denise. “E Eu acho que o Luiz conseguiu conduzir do filme com um humor delicado em cima da história. Você ri no filme, mas são risadas singelas no meio de toda emoção que o filme passa que eu acredito que são lágrimas boas. O Luiz não colocou a miséria do Roberto pura e simplesmente, ele colocou esse menino, que foi capaz de transformar pelo seu talento e criatividade à miséria que ele vivia”, completa ela.
O filme é narrado pelo próprio Roberto Carlos, e tem como estrela principal a atriz portuguesa, radicada na França, Maria de Medeiros, que interpreta de forma esplêndida a pedagoga. Mas o grande destaque fica para as atuações dos três meninos que interpretam o “Contador de Histórias”, que são Marco Antonio, Paulo Henrique, e Clayton dos Santos da Silva que interpretam o Roberto Carlos com 6, 13 e 20 anos, respectivamente. De acordo com Denise Fraga, nenhum dos três são atores de formação, e foram escolhidos através de diversos testes que foram realizados com centenas jovens em Belo Horizonte durante seis meses. Os três foram tão bem no filme que impressionaram o júri do II Festival de Cinema de Paulínia, realizado no mês de julho deste ano (2009), e levaram juntos o prêmio de melhor ator pra casa. Além disso, O Contador de Histórias foi premiado como melhor filme de ficção pelo júri popular, pelo mesmo Festival. Portanto, não perca tempo e vá assistir e se emocionar com a história Roberto Carlos Ramos, que, sem dúvidas, é uma verdadeira lição de
vida para qualquer um.


sexta-feira, 31 de julho de 2009








Por Igor Férva

Para quem gosta de cinema, a dica é a estréia do esperado filme À Deriva. O longa dirigido por Heitor Dhalia tem como fio condutor a história da garota Felipa, que ao passar as férias com a família em Búzios começa a ter dramas pessoais envolvendo amor entre amigos, e pra complicar descobre que seu pai, um famoso escritor , está traindo a sua mãe com uma estrangeira. O filme é estrelado por Laura Neiva (Fellipa), Vicent Cassel (Matias) e Débora Bloch (Clarice), Camilla Belle (Angela), Cauã Reymond e Gregório Duvivier (Lucas).

Para os admiradores de teatro o Aplauda indica a peça As Centenárias, que tem como enredo a história de duas carpideiras, Zaninha e Socorro, que na verdade são atrizes, e que recebem cachês para cantar e chorar em velórios pelo interior do nordeste. A peça é co-estrelada por Marieta Severo e Andréia Beltrão, e fica em cartaz somente até o próximo sábado, dia 8, no Teatro Raul Cortez, que fica localizado na Rua Doutor Plínio Barreto, 285, Bela Vista. Os ingressos e horários variam: Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 17h; R$ 80,00 (sex. e dom.) e R$ 90,00 (sáb.). A bilheteria fica aberta das 14 as 20h00 de segunda a quinta-feira. E sexta, sábado e domingo, a partir das 14h00.


Os fãs da cantora Zélia Duncan não podem perder o show de estréia do novo CD, Pelo Sabor do Gesto, que acontece hoje e sábado no Citibank Hall, às 22h00. Os ingressos variam de R$ 50,00 a 100,00. O Citibank Hall fica localizado na Avenida dos Jamaris, 213, Moema. A bilheteria fica aberta a partir das 12h Faixa etária: 16 anos
Maiores informações ligue: 2846-6040

sexta-feira, 24 de julho de 2009

CABARÉ AGITA A NOITE PAULISTANA

Trixmix mistura diversas manifestações artísticas e surpreende os espectadores a cada apresentação
Por Renato Pinto e Igor Férva

Fotos: Zé Gabriel




















Já se imaginou em um cabaré com os moldes europeus, inspirado nos mais diversos segmentos artísticos e com a interação da plateia? Para isso não precisa voltar ao século XIX, muitos menos viajar a França ou qualquer região da Europa, basta ir ao Clube Eazy, em São Paulo, na primeira quinta feira de cada mês.
No local acontece o espetáculo Trixmix Cabaret, idealizado e dirigido pelo casal de artistas circenses Raquel Rosmaninho , 33 e Emiliano Pedro, 34. Eles contam que em Londres assistiam e se apresentavam em muitos shows de cabaré. A paixão pela arte fez com que ambos tivessem vontade de ter a própria manifestação artística e foi a partir desta ideia que trouxeram e dirigiram a primeira edição no Brasil, em junho de 2007.
No Trixmix Cabaret os espetáculos são bem divididos e variados, com duração média de quatro a oito minutos cada um. Normalmente há duas a três atrações circenses, que envolvem perfomances aéreas, malabarismo e acrobacia. Um ou dois números sensuais/burlescos, um número de dança, duas atrações cômicas, um mestre de cerimônias e a banda Trixmix, comandada por Georgia Branco e seus convidados, que também variam de edição pra edição. “Tentamos, sempre que possível, equilibrar as expressões artísticas e os tipos de artistas. Garantimos pelo menos 60% de atrações diferentes a cada espetáculo”, afirma Raquel.
Ela também conta que nesses dois anos do espetáculo, muitos artistas de prestígio se apresentaram no local, como por exemplo: Claudio Carneiro, Cinthia Beranek e Gabriella Argento (todos do Cirque du Soleil), artistas do Circo Zanni, Jogando no quintal, Cia Barbixas de Humor,o cantor Chico César, Silvia Machete, Acrobático Fratelli, Namakaca, o mágico Ricardo Malerbi, Banda Gigante, The Mojo Workers Blues Band, entre outros. A influência da platéia durante o show é outro ponto positivo, já que em muitos números apresentados, há interação com o público, o que torna as atrações ainda mais engraçadas e interessantes.
Para os mais agitados, que gostam de dançar e fazer novas amizades, o Trix Mix Cabaret tem um diferencial. No final de cada edição o Clube Eazy se transforma e dá espaço a uma pista de dança, onde Dj's bem conceituados agitam a galera. “Temos um público bastante fiel e quem nos acompanha gosta de tudo, e gosta principalmente da variedade que levamos a ele, da possibilidade de ver um pouco de tudo e ainda ter uma balada após o show. É isso que o público quer, a variedade e festa após o show”, explica Raquel.
Ela ainda acredita que de forma profissional, o espetáculo é pioneiro no Brasil: "Modéstia à parte, acredito que nós é que resgatamos e trouxemos esse conceito de cabaré, de varieté para São Paulo, e muito provavelmente pro Brasil”. De acordo com Raquel, o Trixmix ainda não tornou-se uma noite consagrada, porque no Brasil não há essa cultura, pois para os mais retrógados, cabaré é sinônimo de bordel. "Mas está mudando, e nós estamos educando um público para esse tipo de noite,” explica a artista. “Quando o Marcelo Mansfield começou a fazer stand up no Brasil, há 8 anos, ninguém sabia o que era isso, hoje todo mundo sabe e só quer assistir isso. Eu acredito que as noites de cabaré em São Paulo estão apenas começando”, completa.
O casal ainda revela a intenção de expandir o espetáculo para o resto país, já que atualmente é exibido somente na capital paulista. “Vontade nós temos, quem sabe o ano que vem…”. Finaliza Raquel.
__________________________________________________

TIRXMIX CABARET:

Av. Marquês de São Vicente 1767 - Barra Funda - São Paulo- SP

Para mais informações visite o site http://www.trixmix.org/ ou o blog oficial http://www.trixmixcabaret.blogspot.com/.













quinta-feira, 23 de julho de 2009

UM ENCONTRO DA GALERA DO GRAFITE

Projeto ConexCidades reúne grafiteiros de todo o Brasil para uma grande confraternização
Por Igor Férva






















É notório que o grafite hoje em dia cresceu. Ele ganhou respeito e reconhecimento de alguns anos pra cá, e atualmente alguns grafiteiros têm os seus trabalhos expostos em grandes galerias de arte, e recebem apoio de grandes empresas, e até mesmo de governos e prefeituras para que suas obras sejam realizadas. Pode-se dizer que nos dias atuais o grafite é um grande expoente de arte pós-moderna. O Brasil tem muito a ver neste crescimento do grafite nos últimos anos, pois desde meados dos anos 80, os grafiteiros brasileiros começaram a ser noticia, como é o caso do artista Juneca, talvez o precursor dessa forma de arte no Brasil. Mas é no século XXI que grafite brasileiro se firmou, e fez com que o Brasil revelasse artistas que são reconhecidos pelo mundo todo, como é caso dos Osgêmeos, Titi Freak, Nina, Alexandre Orion e Zezão. Mas no mundo do hip hop, não só esses nomes que são reconhecidos, já que Emol, Cena7, Tota, Dingos e Enivo, são alguns nomes bem representativos no mundo da arte de rua. E esses cinco juntos vão organizar o ConexCidades, um evento de grafite que acontecerá no Estado de São Paulo nos dias 24, 25 e 28 de julho, que reúne 30 grafiteiros de 18 cidades do país. O projeto acontecerá nos municípios de Diadema, Santo André, São Bernardo do Campo, Osasco e na capital paulista, e tem como idealizador é o artista já citado, Emol, 30, que teve essa iniciativa simplesmente pra juntar a galera do grafite, para uma troca de idéias e experiências, além de estimular uma interação cultural entre os participantes. “A idéia do projeto vem sendo idealizada há quase dois anos, ela surgiu a partir de reflexões minhas sobre os intercâmbios que fiz por conta própria, e vendo outros fazendo o mesmo, pude perceber o quanto isso é rico e transformador. O quanto o aprendizado no contato com distintas realidades locais derrubam preconceitos e mentiras, entre outros males”, explica ele. “Então porque não fazer um evento que estimule isso. Proporcionar o intercâmbio entre os artistas, trocar idéias, experiências e quem sabe provocar uma união para realizar algo maior”, completa. E quem pensa que o projeto é algum tipo de competição, onde algum grafiteiro ganhará algum prêmio no final, engana-se completamente, pois essa não é a intenção, já que de acordo com o Emol, o evento objetiva aproximar artistas para produzir, pensar e discutir temas ligados a arte: “Creio que os artistas devem desligar-se desta cultura da competição, egocentrismo e individualismo que a sociedade contemporânea, moldada pelo sistema político atual nos condiciona e como multiplicadores que são, possa influenciar seu público também neste sentido. Sendo assim, a ação é unir e quebrar fronteiras”. E Emol não escolheu os 30 participantes do evento sozinho, ele contou com a ajuda do pessoal da Casa do Hip Hop, em Diadema, (local este, que ele desenvolve a função de produtor cultural) e com as sugestões de outros artistas, de todas as vertentes do mundo Hip Hop, que frequentam a Casa ele foi convidando os grafiteiros participantes. “A idéia é unir artistas de diferentes regiões, gerações, técnicas e estilos de pintura. A escolha dos mesmos foi baseada nestes itens”. Mas garante que uma grande leva dos nomes pensados infelizmente não poderão ir ao evento. “Esses 30 não chegam a ser metade dos nomes levantados, mas que com certeza em outro momento participarão também”. Este é o primeiro ConexCidades, mas pela representividade dos idealizadores e dos artistas convidados, com certeza, não será o único. “O projeto visa abranger cada vez mais cidades e artistas, para isso o objetivo é realizar outros eventos dentro desta idéia’. Garante Emol. Portanto se você é grafiteiro, ou apenas curte a arte urbana, vale à pena conferir o ConexCidades, e apreciar o grafite, uma arte que a cada dia ganha mais adeptos.
__________________________________________________
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DO CONEXCIDADE
Locais dos Murais Regionais
24/07/2009
10 às 18h00
Diadema
Rua Luis Vaz de Camões – Taboão (altura do nº 1035 da Av das Ameixeiras)
Curador: Emol
Participantes: Fone, Jerry, Lia e Melim
Osasco
Dois, 11 – Vila São José (travessa da Luiz Rink, 501 - Próximo à Metal Clube)
Curador; Dingos
Participantes: Acme, Guetus, Rim e Sipros
Santo André
Rua Olimpio de Mourão Filho, 15 - Centre Ville
Curador: Tota
Participantes: Danone, Ed-Mun, Frente Graffiti Mauá e Lagarto
São Bernardo do Campo
Rua Antonio da Costa Lima, 87 – Jardim Cláudia
Curador: Cena7
Participantes: Edai, Heal, Leo, Opni e Vespa
São Paulo
Rua João Gomes Batista, 837 – Cidade Ademar
Curador: Enivo
Participantes: Foco, Ozi, Satão e Snak 13
.................................................................................
Encontro ConexCidades GraffitiLive Painting 25/07/200911 às 22h00 Casa do Hip Hop na Festa de seu 10º Aniversário
Diadema - Rua 24 de Maio, 38 - Jardim Canhema Curador: Emol Participantes: Acme, Celso Gitahy, Cena7, Chambs, Chor, Coletivo 5 Zonas, Danone, Dingos, Ed-Mun, Enivo, Fone, Frente Graffiti Mauá, Heal, Jerry, Lagarto, Leo, Lia Fenix, Melim, Opni, Rim, Satão, Sipros, Slicks e Vespa
.................................................................................
Local do Cine Ideia28/07/2009 14h00 Casa do Hip Hop Diadema - Rua 24 de Maio, 38 - Jardim Canhema
Exibição:Documentário Ducontra 75 min Direção: Ducontra CrewEm seguida haverá um bate-papo entre os presentes